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Zé Kétti cantou uma vez: "eu sou o samba"...
E fico pensando em tudo o que já fizeram de mer... por aí e denominaram samba...
Fico pensando em como será que os grandes e verdadeiros sambistas sentiam essa coisa que rola por aí e a que chamam pagode...
E me vêm à cabeça nomes como Cartola, Elizeth Cardoso, Zé Kétti, Mano Décio da Viola, Noel Rosa, Vadico... E tantos e tantos outros, que, com certeza, devem se perguntar qual será o futuro do samba.
E já que falamos de futuro, acho legal dizer a eles que há boas novidades!
"O projeto Dia Nacional do Samba - Patrimônio da Humanidade foi lançado na tarde deste sábado, com um espetáculo de bambas no Centro Cultural Cartola, na Mangueira, informa O Globo.
"A ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, lembrou, em discurso emocionado, que é tarefa do poder público fazer a justiça social - e que isso significa, sim, justiça racial e combate ao racismo. Para ela, o projeto, que mapeará e discutirá os diversos estilos de samba, e como ele se tornou símbolo de identidade nacional, é fundamental para difundir a história das camadas populares.
"O espetáculo de lançamento do projeto teve a participação do Jongo da Serrinha, das velhas guardas de escolas de samba do Rio, e de sambistas como Luiz Carlos da Vila, Aluizio Machado, Nelson Sargento, Nei Lopes, Vó Maria e Xangô da Mangueira. Sambas clássicos como Kizomba e Bumbum Paticumbum Prugurundum foram cantados, na festa em clima de pagode.
"A ministra anunciou, durante a festa, que a Secretaria apoiará um novo projeto, chamado Quilombos Axé, com a participação de Martinho da Vila. A idéia é levar artistas populares a conhecer os quilombos brasileiros - retratos vivos da história de rebeliões e defesa da liberdade das comunidades contra a escravidão." (Redação Terra)
Pois é...
A Velha Guarda acaba de ganhar mais uns instantes de paz e alegria...
Certamente vai ter pagode no céu - mas o pagode verdadeiro, aquele em que o sambista de verdade sentava-se à mesa, no quintal de sua casa, chamava os amigos para a feijoada, servia cachaça e começava a cantar...
E cantando criava obras-primas, que permanecem por aí, no imaginário popular e no coração dos bons sambistas...
Acho que vamos ter pagode dos bons!
Pelo menos no céu!...
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