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Como à curiosidade a gente não resiste, quis saber - certinho - como foi que começou o hábito de se comemorar o Natal.
E lá fui eu, mergulhar nas páginas da internet, em busca da explicação que me parecesse mais razoável.
Afinal, por que será que o mundo cristão decidiu que 25 de dezembro seria a data para o aniversário de Jesus?
E por que não 30 de junho? Ou 28 de fevereiro? Ou quem sabe 17 de outubro? Talvez 21 de novembro...
Virei, revirei, tornei a virar, escarafunchar, esmiuçar, pesquisar...
E tudo o que achei é que é uma data aleatória. Ou quase.
Vem da decisão de a Igreja Católica "sufocar" costumes pagãos, que celebravam o início de um novo tempo nos campos. Com o ápice do inverno (no hemisfério norte), a certeza de que o clima ficaria cada vez mais ameno, trazendo de volta a vida nos campos e a certeza do plantio e colheita, em nova safra, faziam os povos se alegrarem e comemorarem.
Era a celebração da vida.
E se era a celebração da vida, nada melhor que dizer que naquele dia nasceu Jesus - para os cristãos, a vida em sua forma mais pura e verdadeira.
Sabe que eu até me satisfiz com o resultado da pesquisa?
Verdade. Afinal, agora eu tenho uma idéia de como surgiu essa festa, dos abraços, trocas de presentes, etc. e tal.
Descobrir que ela não é apenas a festança de aniversário que a maioria das pessoas acredita e que também não é apenas uma festa comercial já me deixou mais em acordo com o clima de natal.
A idéia de celebrar a vida - ainda que apenas em um dia do ano - já me agrada e muito. É como se pudéssemos resgatar o sentido de estarmos aqui. É como se pudéssemos nos lembrar (ao menos uma vez) que todos somos verdadeiramente iguais, porque estamos vivos.
A idéia de um Natal universal e não apenas cristão me agrada mais ainda. Pensar que poderemos todos (sem exceção de credo, cor ou qualquer outra coisa) celebrar a vida juntos e sem medos é algo que me anima a alma.
Então... Que assim seja!
Que seja o Natal o momento de celebrarmos a vida!
Que seja o Natal o momento de reconhecermos nossas limitações e fraquezas e, a partir daí, termos consciência de que somos falíveis e, portanto, também capazes de reconhecermos nossos erros e nos esforçarmos para corrigi-los, sempre respeitando o próximo.
Que seja o Natal o momento de termos consciência de nossos limites e de aprendermos a respeitar os limites do próximo...
Que seja o Natal o momento, o simples instante em que devemos desarmar corações e mentes...
Que seja o Natal o momento de verdadeiramente abrirmos o coração, a alma, e aspirarmos o ar da liberdade e do respeito, da compreensão e da vontade de viver em paz.
Então... Que seja este um feliz Natal!
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