Certas coisas não vão mudar tão cedo... Pelo menos no Brasil!

Você, alguma vez na vida, já tinha ouvido falar em submarino que naufraga, estando atracado no cais? Pois é... Isso acontece. No Brasil!!! Veja esta notícia:

"São Paulo - O acidente que levou ao fundo do cais do Arsenal da Ilha das Cobras o S-21 Tonelero é raro mas não é incomum. Submarinos de propulsão convencional baseados em sistemas elétro-hidráulicos, como eram há 30 anos quase todos os modelos com motores diesel-elétricos, são vulneráveis a panes de acionamento.

"Aconteceu na Índia, em 1995, e na Turquia em 1997. Como no episódio brasileiro, ambas as embarcações estavam atracadas em suas bases. Mas, diferentemente do que aconteceu no Rio de Janeiro, nenhuma das duas afundou: a tripulação conseguiu conter a emergência isolando os compartimentos alagados. De acordo com um ex-oficial do comando do S-22 Riachuelo (‘gêmeo’ do S-21Tonelero) no final dos anos 70, a principal dúvida a ser esclarecida no inquérito aberto pela Marinha é essa: o que teria impedido a pequena guarnição de serviço no submarino na véspera de Natal de isolar as células inundadas? O oficial submarinista, hoje na reserva, não acredita que possa ter havido um eventual efeito dominó, pelo qual uma falha leva a outra, ‘porque submarinos são projetados e construídos de forma a impedir esse tipo de reação em cadeia’. A Marinha pretende resgatar e recuperar totalmente a embarcação de forma a mantê-la em condições operacionais até 2010.

"O Tonelero é o mais antigo de um pequena flotilha de três unidades encomendada no início dos anos 70 pelo Brasil na Inglaterra. Grandes, com seus 90 metros; velozes, desenvolvendo 31 km/hora submersos; e operando no alcance de 14,4 mil km sem reabastecimento, os submarinos entregues entre 1973 e 1977 foram determinantes na preservação do mar territorial de 200 milhas declarado pelo Brasil. ‘Silenciosos e furtivos; habilitados para o ataque com torpedos de grande poder de destruição, eles serviram de fator de dissuasão até a entrada em serviço dos modelos IKL -209, da classe Tupi, de origem alemã, cujo projeto foi expandido no Arsenal da Marinha’, afirma o cientista político Nigel Simpson, especialista em assuntos navais do Instituto de Estudos Estratégicos de Londres.

"Para o professor Simpson, os atuais quatro modernos e ágeis novos submarinos brasileiros, embora menores que o Tonelero preservam a capacidade de defesa da frota porque são mais rápidos (49 km/hora) e dotados de grande carga eletrônica. Na opinião do especialista britânico, ‘só serão superados no cenário regional pelo advento de submarinos a propulsão nuclear; o primeiro dos quais, por todos os indícios, será também da marinha do Brasil’. (Agência Estado)

É... Nada como uma "dose extra de vexame", para fechar o ano... O século... O milênio!!!!