Não adianta... Por mais que nos exorcizemos, por mais que nos penitenciemos, por mais que tentemos nos redimir, certos fantasmas parecem estar incrustados em nossos medos e dispostos a assombrar nossas vidas milênios afora...

Veja só:

"Washington - Um recente levantamento constatou que o número de sites neonazistas, situados fora da Alemanha mas destinados a internautas alemães, aumentou de 330 para 800. Segundo reportagem da agência de notícias United Press International (UPI), essa explosão ocorre graças à proteção legal existente em determinados países, como, por exemplo, nos Estados Unidos, cuja Constituição defende firmemente a liberdade de expressão.

"O aumento de sites neonazistas no exterior também está relacionado com uma decisão da Suprema Corte de Justiça alemã, que aprovou uma nova lei que proíbe qualquer forma de propaganda nazista, mesmo que fora de território onde é considerada ilegal.

"Cortes na Alemanha e em outros países da Europa já haviam começado a trabalhar para ampliar o alcance das leis antinazismo, que condenam a negação do Holocausto ou a propagada extremista, para o espaço cibernético. Contudo, suportados pelas leis locais, grupos localizados nos Estados Unidos continuam colocando material racista ou ligado ao nazismo na Web, disponível para usuários na Alemanha. A agência UPI citou uma porta-voz do Departamento de Justiça norte-americano, que disse que, para se extraditar um criminoso, a criminalidade deve existir nos dois países. Mas como os sites ofensivos estão fisicamente nos Estados Unidos, os neonazistas podem até elaborar o material na Alemanha, e mandar pela Internet para que seja publicado fora do país.

"A nova legislação aprovada na Alemanha, no entanto, determina que não importa o país de origem, se o material for considerado ilegal, o autor será legalmente responsável por sua publicação. Dessa forma, a lei de 1950, que condena a glorificação do nazismo e a negação do Holocausto, foi estendida para as atividades na Internet.

"A aprovação foi, em parte, conseqüência do julgamento de Frederick Toben, um australiano que nega a morte de milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial e publicou suas considerações em panfletos e na Internet. Em novembro de 1999, uma corte federal alemã considerou Toben, nascido na Alemanha e naturalizado australiano, culpado por promover opiniões ilegais. Os juizes concluíram na ocasião que as leis proibindo o ódio racial deveriam aplicar-se também à Internet, inclusive se o material ofensivo foi criado e esteja armazenado em servidores fora da Alemanha, desde que acessível por usuários no país.

"A Yahoo! também está se defendendo de uma ação judicial contra seu site de leilões, que pôs à venda o manifesto nazista de Hittler, 'Mein Kampf', banido pelas leis alemãs. Antes disso, um tribunal da França processou a empresa, exigindo que ela filtrasse o acesso de usuários franceses a artigos nazistas à venda em seus leilões." (Agência Estado / Newsbytes)

E haverão fantasmas mais temíveis que os da intolerância, da intransigência, do preconceito??????

Valham-nos, deuses!!!!