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Você já reparou como nosso cotidiano está recheado de tragédias?
Diariamente, elas saltam dos noticiários para nossa vida. E em tal quantidade que acabam parecendo apenas mais uma notícia no meio de tantas. A diferença básica está no "bloco" onde está inserida: pode ser uma notícia policial, de economia, de entretenimento, esporte... Enfim, há uma gama de divisões para abrigar os fatos. Entre eles, as tragédias.
Boa prova dessas tragédias cotidianas é a notícia que a Agência Estado divulgou. A começar pelo título, que, em si, já é uma torrente de sangue:
"Ia matar uma galinha e matou um menino
"Ribeirão Preto, SP - O garoto William Alves da Rocha, de 9 anos, foi morto no início da noite deste domingo por um tiro acidental que atingiu seu pescoço. O acidente ocorreu na Fazenda Santa Terezinha, em Altinópolis, na região de Ribeirão Preto, após um batizado.
"O pai de William, José Donizeti da Rocha, convidou Sebastião Bronze, de 66 anos, para jantar em sua residência. Ambos combinaram de pegar um frango para a refeição, e Rocha pegou sua cartucheira para matar a ave. Bronze disse que mataria o frango e, ao pegar a cartucheira, esta disparou e atingiu o pescoço de William, que morreu na hora. Bronze responderá a processo por homicídio culposo."
Uma notícia curta, suscinta, objetiva. Jornalisticamente falando, perfeita para divulgação num veículo rápido, como a Internet.
Totalmente profissional. Fria, distante, escrita de forma limpa, clara.
E a vida, gente? Onde foi parar?
Esvaiu-se... Foi-se... Desapareceu...
Mais uma tragédia cotidiana... Simplesmente, mais um número acrescido às tragédias que povoam nosso dia-a-dia...
Triste rotina, esta nossa...
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