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Bom... Definitivamente, o século XXI vai ser o século da redescoberta do Homem...
Se você não acredita, dê uma olhadinha nesta notícia:
"Pesquisadores já podem ver como amor e depressão, dentre outros sentimentos, alteram o cérebro humano. Novas descobertas foram apresentadas durante a recente reunião da Sociedade de Neurociências em New Orleans que, junto a outros estudos científicos, desvendam a vida privada do cérebro. É o que revela a matéria publicada pelo Los Angeles Times.
"New Orleans - Em busca da felicidade, do medo e de outros sentimentos experimentados pela mente humana, pela primeira vez os cientistas estão explorando sistematicamente a anatomia da emoção. Mapeando a paisagem emocional do cérebro, os pesquisadores estão aprendendo como o amor altera a atividade neural dessa região da cabeça. Eles detectaram a turbulência interna que as palavras fortes podem provocar. Eles podem ver como a bioquímica dos sentimentos embota a capacidade do cérebro de pensar claramente ou de criar lembranças exatas. Eles estão descobrindo como o cérebro tem de mudar seus caminhos emocionais para dominar as obscuras perturbações da depressão.
"Antes menosprezado, o estudo da emoção assumiu nos últimos anos uma nova respeitabilidade com os avanços técnicos que tornam possível monitorar de forma confiável os sutis estados mentais. A tomografia por emissão de pósitron, ou PET, e os exames de ressonância magnética funcional tornaram-se elementos opcionais para a dissecação indolor da emoção humana. ‘Até recentemente, o estudo da emoção era algo suspeito em comparação com o estudo do conhecimento’, disse Steven Hyman, diretor do Instituto Nacional de Saúde Mental. ‘Agora, estamos vendo que as emoções - como o pensamento - contam com circuitos neurais específicos. Estamos apenas começando a entender como esses circuitos interagem, como o pensamento e as emoções interagem’.
"Os pesquisadores estão aprendendo com detalhes como o cérebro trata a emoção humana como um tipo de informação. Essa informação é processada por meio de circuitos neurais criados pela evolução para melhorar a sobrevivência individual ou regular o bem-estar bioquímico do corpo.
"Os cientistas estão descobrindo que a emoção não está centralizada numa parte do cérebro, mas se espalha por quase todas as dobras desse dinâmico e caprichoso órgão do pensamento. ‘A emoção não está confinada em um lugar; é uma rede de áreas’, disse Helen Mayberg, neuropsiquiatra da Universidade de Toronto, que usa uma variedade de técnicas de diagnóstico por imagens para estudar a neurobiologia da depressão e outras desordens emocionais. A emoção é a forma como o corpo liga entre si uma série de respostas físicas, mentais e bioquímicas, disse ela."
Pois é... De agora em diante, ninguém mais poderá negar suas emoções, muito menos caçoar de Freud e seus seguidores! Os cientistas estão derrubando os mitos e, com isso, vão acabar concluindo que velhos tabus podem não estar tão errados assim...
"Novas descobertas a respeito da natureza da emoção, apresentadas durante a recente reunião da Sociedade de Neurociências em New Orleans, combinadas com estudos publicados anteriormente em diversas revistas científicas, trouxeram nova luz a respeito do âmbito de atividade dos circuitos neurais responsáveis pela vida privada do cérebro:
"- Cada emoção gera um padrão único no cérebro. Antonio Damasio, da Universidade de Iowa, identificou padrões distintos de atividade das células nervosas, mensuráveis em tomografia por emissão de pósitron, que aparecem durante cada estado emocional, incluindo áreas normalmente não associadas aos sentimentos. ‘O padrão pode ser provocado automaticamente’, disse Damasio.
"- As emoções podem distorcer poderosamente o pensamento, as recordações e as percepções de uma pessoa. Emoções extremas provocam uma atividade neural mais elevada que parece interferir com a capacidade do cérebro de processar a informação, afirmou Marcus Raichle, médico pioneiro no emprego da tomografia do cérebro da Universidade Washington, em St. Louis. ‘Essa descoberta ajuda a explicar, em nível científico, por que às vezes as emoções obscurecem o pensamento’.
"- O amor muda tudo, até mesmo algumas respostas neurais no cérebro. Andreas Bartels e Semir Zeki, do University College de Londres, detectaram um padrão distinto de atividade cerebral entre os que estão profundamente apaixonados. Isso sugere que um sistema cerebral especializado está por trás da elevação eufórica do romance amoroso. Eles examinaram os cérebros de 17 voluntários que afirmaram estar profundamente apaixonados e depois compararam-nos com os de pessoas que eram simplesmente amigas.
"- Danos sutis à máquina mental do medo podem ser responsáveis por muitas desordens psiquiátricas comuns, até mesmo de insensibilidade em relação ao bem-estar dos outros. Experimentos em animais realizados por Joseph LeDoux, do Centro de Ciência Neural da Universidade de Nova York, e outros pesquisadores estão revelando os caminhos que o medo percorre dentro da memória e do pensamento.
"- A negra cortina da depressão só se levanta quando o cérebro pode recalibrar-se. Mayberg e seus colegas tentaram entender por que certas drogas antidepressivas, como o Prozac, levam semanas para funcionar em algumas pessoas, mas nunca têm efeito em outras. Eles encontraram padrões generalizados de mudança nos cérebros daqueles que eram ajudados pelo Prozac, em comparação com os que não eram ajudados, numa transformação que levou semanas para se completar. ‘Há uma série de mudanças que precisam acontecer para o cérebro estabelecer um caminho de recuperação’, disse Mayberg.
De muitas formas, os sentimentos humanos estão todos na superfície para que qualquer olho possa contemplá-los. Eles se mostram por meio de um vocabulário eloqüente de expressões faciais que o naturalista britânico Charles Darwin considerava uma linguagem humana universal para a comunicação da emoção, elaborada pela evolução muito antes do desenvolvimento da palavra falada. Mas somente depois de observarem o cérebro vivo com tecnologias não-invasivas de imagens de tomografia computadorizada é que os cientistas puderam ter o primeiro lampejo real sobre o que ocorre quando uma emoção brota de dentro." (Agência Estado)
É!... Shakespeare estava certo, quanto as mistérios que nos cercam... Só acho que ele nunca imaginou que o mistério está dentro de nós: é a alma!
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