Habemus rex!!!!!

Parafraseando os cardeais, quando elegem um novo papa, dá para dizer que o Brasil tem um novo rei... Finalmente!

Desde a morte de Senna, o que nos restava era saudade, ansiedade e decepção. Não conseguíamos ter um retrato de nossas esperanças e agora já temos.

Não pense que estou falando de Pelé. Esse rei nunca vai perder a majestade, mas, venhamos e convenhamos, já entrou para a história. Nossas rainhas também vão abandonando o trono e não temos princesas à altura para substituí-las. Depois de Paula e de Ana Moser, quem nos resta para alçar ao trono?

E depois de Senna?

Depois de Senna, temos Guga!!!

De Roland Garros para as quadras portuguesas, o caminho foi pontilhado de decepções severas. Mas eis que o domingo chegou e a cerimônia de coroação aconteceu! Pode até ser que ele simplesmente naufrague, depois disso tudo, mas ninguém pode negar: ele chegou lá.

O garotão de Santa Catarina fez curvar-se o poderoso Agassi, o ex-marido de Brooke Shields, o demolidor que, em 99, ressurgiu das cinzas para fazer os adversários engolirem bolinhas felpudas nas quadras de todo mundo.

E não é que Guga assumiu o trono com o mais clássico dos placares do tênis: 6 x 4, 6 x 4 e 6 x4. Aces, voleios e tudo o mais a que teríamos direito, mesmo sendo uma pátria que adora calçar chuteiras!

Dos gramados futebolísticos, para as quadras do esporte nobre, chique. E lá se vai o nosso garotão. Já sem a cabeleira, mas com aquela conhecida barba por fazer ou que teima em não crescer.

Camisetas largas, calções largos, desgrenhado no geral e poderoso no final...

Pois é... Habemos rex! Temos rei!

E, felizmente, um rei com um jeito muito próximo da gente, sem pompas, com majestade só em quadra. Melhor que isso, só a consagração em dose dupla! E não custa nada, já que ele foi o melhor no último ano do milênio, ele começar o novo século do mesmo jeito que está terminando este, igualzinho: como o nº 1.

Dá-lhe, Guga!