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O que pode um presidente da República, quando se trata de seu partido, da ética na política e da história pessoal de um senador?
Resposta: se o presidente for saint Lullinha e o senador for Mercadante, o presidente pode tudo.
O papelão que Mercadante se sujeitou a fazer, ao renunciar à sua renúncia irrevogável da condição de líder do PT no Senado, é uma quase sentença de morte política.
Quase, porque a gente nunca sabe o que pode vir pela frente.
Quase, porque Mercadante, neste momento, está literalmente com um pé na cova. Renegou sua história política para atender pedido de amigo. Amigo?
Pergunto como pode ser amigo aquele que põe, acima da amizade e do respeito que ela pressupõe, o interesse de um partido que está minado pela corrupção e pela subserviência a outro partido (PMDB)?
Como pode ser chamado de amigo quem, durante décadas, atracou-se ideologicamente com Sarney, Renan e Collor e, de repente, por absoluta conveniência pessoal (entenda-se, aqui, conveniência pessoal em termos políticos, porque em termos privados não se pode afirmar coisa alguma), joga companheiro de décadas aos leões e abraça-se com seus arquiinimigos?
Pois Lulla repetiu a dose daquilo que praticara com Zé Dirceu - na hora "H", primeiro eu e salve-se quem puder.
No que vai dar tudo isso?
Além da lição de como é trair em política?
Não sei...
Só sei que Mercadante sai diminuído disso tudo... ínfimo... reduzido a quase nada político.
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