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Tem gente que reclama, que afirma (de pés juntos!) que sou radical, extrema-direita, reacionária ou coisa que o valha.
Tem gente que pode dizer, sem pestanejar, que sou verde-oliva e que sinto saudades dos idos de 1960...
Tem gente que... Ah, tem gente pra dizer qualquer coisa, não é verdade?
Tudo porque não engulo as coisas que saint Lullinha anda a fazer pelos planaltos desta terra gentil.
Agora mesmo, fico a me perguntar - e olha que meus dois neurônios neuróticos andam arredios a qualquer questionamento mais profundo!... - onde foi que erramos, ao pensar que entregaríamos o poder a um operário e, com isso, viraríamos a História de cabeça para baixo, mudando o rumo das coisas e partindo para uma sociedade "mais justa e igualitária" (entre aspas, porque esse jargão está tão batido que ninguém mais acredita nele...).
O que se vê, neste penúltimo ano de canonização de Lulla, é um festival de besteiras que envergonharia Stanilau Ponte-Preta... Seu Fe-Be-a-Pá (acho que era assim o nome do livro...) pareceria muito mais hilário do que é na realidade, mesmo sendo um clássico da nossa moderna literatura.
Hoje, as trapalhadas maiores acontecem no Planalto Central e tem sabor amargo.
Quer ver um exemplo?
O PAC, que é a abreviatura do pomposo nome "Plano de Aceleração do Crescimento".
Prometidos mundos e fundos, o resultado é tão pífio, tão insignificante, que dá até vergonha de falar.
Um balanço publicado hoje no site do UOL, comprova tudo isso.
Está lá, para quem quiser ver:
"Novo levantamento realizado pelo Contas Abertas (CA), a partir dos relatórios estaduais apresentados pelo comitê gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), revela que 827 projetos foram concluídos após dois anos e três meses do lançamento do programa - incluindo os três eixos: infraestruturas logística, energética e social-urbana. O número representa 7% de um total de 11.990 empreendimentos previstos nos 27 livretos estaduais do PAC para o período 2007-2010 e pós 2010. Cerca de 64%, que equivalem a 7.721 projetos, ainda não saíram do papel, ou seja, estão em fase de “contratação”, “ação preparatória” (estudo e licenciamento) ou “licitação” (desde o edital até o início do projeto). Outras 3.442 ações (29%) estão em andamento. Em 19 estados, o percentual de obras concluídas não ultrapassa o índice de 10%."
Pois é... Ou somos lentos demais na hora de fazer o que é necessário (e não duvido disso), ou o tal PAC não passa de um outro tipo de PAC (Para Acalentar Corações, em outras palavras: Conversa para Boi Dormir)...
Entre as inúmeras justificativas para o atraso, está a burocracia que cerca a realização das obras públicas. Coisas do tipo licitação de alta complexidade.
Até aí, normal, eu diria.
Mas que não dá para entender tamanho atraso, não dá.
E como a sra. Dilma é a "mãe do PAC" (e quem disse isso não fui eu!!!), só se pode pensar duas coisas...
1) ela está muito mal assessorada e não consegue por a coisa para andar.
2) nem ela sabe como vão as coisas...
E aí, meu nego, o resultado é um só...
Que mãezinha relapsa, essa!!!
Ops!
Eu não disse isso!!!...
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