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ARGGGHHHH!!!
Mesmo sendo segunda-feira, é impossível acordar sem pensar no doido varrido que arrebentou com a Maratona, em Atenas.
Fico me perguntando onde estavam os seguranças da prova, onde estava a polícia, onde estavam os organizadores...
De repente, do nada, surge um maluco de kilt e boina, com um cartaz às costas e querem que eu acredite que ninguém viu esse camarada andando pelas ruas de Atenas?
Querem que eu acredite que ninguém o viu mudar de roupa, se é que ele mudou de roupa na rua?
Querem que eu acredite que ninguém o viu começar a correr em direção ao percurso da prova, expondo os corredores que vinham competindo logo adiante?
Bah!!!
Três vezes bah!!!
Se o Vanderlei Cordeiro de Lima iria vencer a prova, eu não sei. São muitos os fatores que influenciariam o resultado - o cansaço dele, o tempo que ele colocaria entre ele e os adversários, a força e a resistência de seus adversários, a velocidade que os concorrentes conseguiriam ter no final da prova, etc., etc., etc...
Só que, agora, nós nunca saberemos!
Pior ainda é a atitude da Federação Internacional de Atletismo e dos organizadores, que simplesmente ignoraram o protesto brasileiro.
Oferecer a medalha do mérito olímpico, como se propõe o Comitê Olímpico Internacional, é pouco.
Você já pensou em quanto o corredor brasileiro poderia faturar, em termos de contratos publicitários, caso ganhasse a medalha de ouro?
Pois é...
Vencer a maratona nos primeiros Jogos Olímpicos do século 21 seria uma proeza histórica.
E um doido varrido tirou esse privilégio - ou, pelo menos, a chance de brigar por ele - do brasileiro.
E não me venham com essa história de perdoar, de ter espírito desportivo, etc. e tal!
Afinal, espírito desportivo a gente tem de ter quando a competição é limpa e a gente perde.
Quando o atleta é agredido covardemente, não dá pra ter espírito desportivo.
Medalha de ouro pro Vanderlei já!
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