|
Preste muita atenção:
"Diplomatas dos Estados Unidos estão envolvidos no saque de tesouros arqueológicos colombianos, denunciaram as autoridades desta nação andina após a apreensão de mais de 2 mil peças de culturas indígenas - a maior já registrada no país -, que datam do ano 200 d.C. O tesouro arqueológico foi retirado de regiões do centro e do sul do país e pertence às tribos Muisca, Quimbaya, Quillacinga, Nariño, Tumaco, Tumbaga e San Agustín.
"Os objetos foram descobertos em uma galeria de arte, do americano Harvey Gene Aronson, que tinha entre seus clientes diplomatas da embaixada de Washington em Bogotá, disse a diretora do Instituto Colombiano de Antropologia e História (ICANH), María Victoria Uribe.
"'Aronson não apresentou nenhum registro, nem direito de propriedade, e disse que tinha as peças desde os anos 70', informou o Departamento Administrativo de Segurança (DAS), cujos agentes da Divisão de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural foram os responsáveis pela apreensão dos artefatos após os trabalhos de inteligência.
"Aronson reconheceu em declarações aos jornalistas que faz negócios com pessoas da embaixada, mas ressaltou que 'a denúncia é falsa', alegando que atualmente oferece reproduções. Funcionários da embaixada não quiseram falar com a imprensa.
"A coleção, cujo valor é considerado incalculável pelas autoridades, inclui 850 taças, 670 panelas, 11 urnas funerárias, 335 tigelas de barro, 25 vasilhas, 42 figuras Tumaco, cinco tigelas de osso e duas argolas de nariz Tumbaga, entre outros objetos.
"Há mais de um mês, Uribe enviou uma carta ao embaixador de Washington em Bogotá, William Wood, para lhe dizer que tinha informações de que alguns diplomatas compram, 'sem nenhum problema', peças do patrimônio arqueológico colombiano e as tiram ilegalmente do país quando encerram sua missão em território nacional.
"A diretora do ICANH, que lamentou ainda não ter recebido nenhuma resposta a sua carta, garantiu que também tem informes que essa situação se apresenta com diplomatas da embaixada da França.
"'Não quero nem pensar o que aconteceria se um colombiano se atrevesse a tirar um artefato original da França ou dos Estados Unidos. Estamos lutando contra este flagelo. Queremos criar uma consciência de que as peças arqueológicas não são objeto de comércio, são patrimônio da nação', acrescentou.
"María Victoria Uribe lamentou que a posse e comercialização de peças arqueológicas autênticas não estejam tipificadas como crime na Colômbia e ressaltou que o ICANH busca uma mudança na lei para que sejam punidas com penas de dois a cinco anos de prisão." (AFP)
?!?!
Que diplomacia, hein?...
|
|