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Não parece, mas estamos fechando a primeira semana dos Jogos Olímpicos...
Embora eu ainda sonhe com aquela abertura magnífica, fico me perguntando onde estão os nossos deuses olímpicos...
Passada uma semana, só vejo o vôlei confirmar nossas expectativas.
Estamos caindo na real: somos, ainda, subdesenvolvidos no esporte. Carecemos de praticamente tudo - menos talento.
Ver Daniele Hypólito confirmar a 12ª posição, com Camila Comin em 16º, é ver a história olímpica brasileira sendo escrita à nossa frente.
Somos testemunhas oculares da história - parafraseando o célebre "slogan" do antigo Repórter Esso.
Essas meninas valem ouro!
Podem não ter trazido medalha, mas abriram espaço, criaram caminhos novos para quem sonha com o mundo do esporte de altíssimo nível.
Fico vendo "meninas" garimpando resultados e penso em como as coisas mudam rapidamente nesse mundo.
Recordes caem e a arrogância também. Como o tal Micheal Phelps. O cara pode ser, realmente, um fenômeno das piscinas, mas também é um fenômeno de arrogância.
Querer igualar-se a Mark Spitz é o sonho de todo nadador olímpico. Afirmar que vai superá-lo, é pretensão demais.
Mas como ele está na terra do Olimpo, os deuses se encarregaram de colocá-lo em seu devido lugar.
Fenômeno, sim. Semi-deus, ainda não...
Enquanto isso, vou me divertindo com as meninas do futebol e seu fantástico sonho de chegar à final, de conquistar a medalha que já escapou duas vezes.
E dá-lhe goleada!
Pois é...
Enquanto vejo mulheres escrevendo a história olímpica brasileira, vejo também muitos marmanjos caindo na real...
Nada como estar no quintal dos deuses, para a gente ganhar uma boa dose de realidade!...
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