Domingão... Jogos Olímpicos...

Pronto! Esta receita é a ideal para me colocar em "parafuso horário"!

Até o fim dos Jogos, você ter a certeza de que estarei andando por aí feito zumbi, tentando manter-me acordada durante a noite e precisando fazer o mesmo durante o dia.

Não adianta!

Quando a gente se apaixona por algo, é inevitável a loucura...

Sou apaixonada por esportes e faço quase tudo para poder acompanhar de perto uma grande competição.

Jogos Olímpicos, então!...

E desde sexta-feira eu estou "babando"...

A abertura dos Jogos deixou-me, verdadeiramente, encantada.

Eu sempre tive uma "queda" pela cultura grega clássica, seus mitos, sua arte.

Ao acompanhar a transmissão da cerimônia de abertura, reconheci boa parte dos mitos e deuses apresentados - e, mandando a modéstia às favas , bem antes que os comentaristas e narradores anunciassem a alegoria.

Fiquei realmente fascinada com a magia da festa.

Não aquela magia que é inerente a um grande espetáculo. Mas pela viagem encantada pelo mundo do conhecimento, que foi aquele mergulho na história grega.

Passeamos pelos primeiros passos da Humanidade, com direito a refletir sobre o que fizemos com nosso mundo de lá pra cá.

Se visualmente foi um espetáculo belíssimo, o show grego serviu para outras coisas, também.

A primeira foi a de mostrar para o mundo que a Grécia merece respeito. Afinal, foi um número sem conta de críticas e de previsões pessimistas, dizendo que a estrutura não estaria pronta para os Jogos.

Só aquele lago montado no meio do estádio, e a rapidez com que ele se esvaziou para abrigar as delegações, já foi um tapa com luvas de pelica.

De todas as aberturas olímpicas, esta foi a segunda melhor.

Segunda, porque o show de Barcelona permanece imbatível.

A festa catalã é referência e ainda não foi batida. Aliás, esta marca olímpica, pelo visto, vai demorar um tempão para ser superada.

Mas os gregos chegaram perto.

Fizeram uma das mais belas festas da história dos Jogos.

Assim como o ursinho Misha ainda é o mais perfeito e belo mascote dos Jogos, em todos os tempos.

São dois mitos olímpicos modernos: o espetáculo de Barcelona e Misha.

Mas os gregos certamente superaram, por exemplo, Atlanta e Sidney.

Se não são deuses do esporte, eles, certamente, são semi-deuses olímpicos.

Zeus, Hera, Apolo (a grande referência da festa), Eros e até mesmo Hércules podem ficar orgulhosos.