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Você se lembra do que quer dizer "tropeção"?
É o mesmo que o "trupicão", do caipira...
Quer dizer tropeçar, quase cair, desequilibrar-se por topar com obstáculo.
Parece que é assim que anda o governo de saintily Lulinha da Paz e do Amor... Aos tropeções - para não dizer aos trombolhões.
A cada momento é uma denúncia botando mais uma pedra no sapato do ex-torneiro mecânico.
Os amigos ex-guerrilheiros estão eternamente na corda bamba e os amigos médicos já não sabem ao certo que remédio receitar para evitar a crise que pode ser fatal.
A cada semana, uma autoridade governamental é colocada em xeque, tendo sua vida esmiuçada e exposta à curiosidade pública.
Talvez esta seja a maneira que a imprensa encontrou de auxiliar a Democracia brasileira, ainda tão titubeante, apesar de dizer-se já consolidada.
Pode até estar consolidada, mas certamente não está madura.
Se estivesse, não veríamos tantas associações antes pensadas impossíveis, tantos conluios, tantos conchavos, tantas "articulações" para viabilizar-se a gestão do Estado.
Afinal, se nossa Democracia estivesse madura, não precisaríamos de medidas provisórias, tampouco do "toma lá, dá cá" que estamos habituados a ver nas esferas mais próximas do poder.
Deixaríamos viver horrorizados com tantos descalabros, com tantas gatunagens sobre o dinheiro público, com tantos golpes - porque haveríamos de ter uma Justiça mais ágil, uma polícia mais eficiente e punições severas sobre corruptos e corruptores, enquadrando-os e prendendo-os, livrando-nos do mal...
Se vivêssemos numa Democracia amadurecida, poderíamos enxergar muito além do nosso horizonte imediato e sonhar com soluções mais efetivas para nossos males e não apenas paliativos para crises sucessivas e escândalos recorrentes.
Não teríamos de ver autoridades em xeque, porque elas próprias não obedeceram os ditames da lei.
Certamente, teríamos mais tranqüilidade para sanar nossos problemas e pensar em desenvolvimento limpo, sustentável, em todos os sentidos...
E, é claro!, não viveríamos para ver um governo que anda aos tropeções e parece estar sempre ameaçando desabar sobre nossas cabeças, feito os impostos infindáveis e vorazes que minam nossos bolsos e nosso sustento...
Ah, como tudo seria diferente!...
Um dia a gente chega lá!... Ah, chega...
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