Você já reparou como temos necessidade de ídolos?

Cinco anos atrás, houve comoção mundial, quando a princesa Diana morreu.

Aliás, quando Di morreu. Afinal, cada um de nós era um pouco íntimo dela. Desfrutávamos de suas desventuras, como se participássemos da vida íntima de alguém muito próximo, uma prima, por exemplo.

A trágica morte da princesa pôs fim ao conto de fadas moderno. E o que se viu depois foi um desnudar de pequenas tragédias familiares que transformou Charles em vilão, Camilla em "rufiona" e Elizabeth II em bruxa má.

A família real britânica transformou-se em ninho de cobras e Diana na vítima predileta de um bando de gente impiedosa.

Se a vida de Lady Di não foi um mar de rosas, a quem compete estabelecer culpas?

Nosso julgamento é sempre passional, principalmente quando se trata de culparmos alguém pelo desaparecimento de um ídolo.

A História está cheia de exemplos assim.

Mas será que alguém já parou para pensar nos padrões tão rígidos que foram impostos à essa gente que carrega coroas, cetros e mantos?

E não será um pouco nossa a culpa por tudo isso?

Pois é...

Cinco anos depois, a tragédia de Diana serve para nos lembrar a nossa própria mesquinharia...