Ok!... Você pode dizer que sou amarga, incoerente, que passo longe do bom humor, etc. e tal.

Mas como será possível ao dito "ser humano" pensar apenas e tão somente em extermínio?

Fico aqui, dando tratos à bola, tentando encontrar a resposta para tanta violência e tanto fanatismo.

E confesso: meus dois neurônios neuróticos não são suficientes para atingir a essência desse sentimento tão negativo que consegue substituir todo e qualquer sentimento.

Ele se faz onipotente e onipresente, ocupa todos os espaços da mente e inunda o coração. Não resta lugar para qualquer outra coisa se não a busca da violência, o extermínio do alvo do ódio, a adoração inconteste sei lá do que.

E o pior: isso não é só dirigido a outro ser humano!!!

O desrespeito à vida é tão grande que não vale direcionar essa raiva irracional contra outro igual, que talvez pudesse ter a chance de se defender. Ela se espalha, se alastra, dizimando tudo pela frente.

Do que estou falando?

Exatamente disso: ódio e fanatismo. Essa mistura mais que explosiva.

Ah, desculpe! Você quer saber como cheguei até esse momento de puro desalento...

Estava lendo sobre o extermínio de animais em todo o país, em nome das ditas "questões sanitárias". Claro que a maioria opta pela solução mais simples, mais radical e mais desumana: o extermínio. E lá se vão, sacrificados barbaramente, cães e toda espécie de animais.

E aí chega a notícia de que foram descobertos novos vídeos sobre a maluquice infinita de Osama Bin Laden, que mostram que os insanos da Al Qaeda podem, sim!, produzir armas químicas. E as testam em cachorros...

Depois, é óbvio!, as testam em seres humanos...

E chamam a isso tudo de guerra santa, de medidas sanitárias...

Sinceramente?... Eu não sabia que barbárie tinha mudado de nome...