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E Vladimir Putin, o presidente da Rússia, foi à TV para dizer que se sente responsável e culpado pela morte dos 118 tripulantes do submarino nuclear Kursk...
Sabe... Acho engraçado quando as pessoas têm de engolir o orgulho e assumir culpas desnecessárias...
É! Desnecessárias... Não era preciso que os 118 marinheiros morressem... Putin tinha o poder de salvar ao menos alguns deles, os que sobreviveram às explosões e ainda conseguiam enviar sinais de rádio, pedindo socorro. Bastava ter sido menos orgulhoso.
Se ele tivesse pedido ajuda internacional, se tivesse aceitado de imediato a ajuda que noruegueses e ingleses ofereceram tão logo o acidente foi noticiado, talvez alguns daqueles marinheiros ainda estivessem vivos...
E a Rússia, agora, amargaria uns poucos mortos a menos...
Mas não! O heróico homem forte russo quis posar de frio e calculista. Correu o risco e deu-se mal. Afundou como o Kursk naufragou. E traz nas mãos, agora, o peso de 118 mortes. Mortes que ele, no fundo, decretou, ao mostrar-se tão alheio à realidade, tão apegado a um ufanismo decadente e injustificado.
O Kursk naufragou. A tecnologia nuclear russa também. As explosões que arrebentaram como submarino, também arrebentaram com o pouco que restava do orgulho do grande urso vermelho. A foice ceifou o patriotismo russo, no exato instante em que Putin rejeitou a oferta de ajuda e atrasou os trabalhos de salvamento.
Se havia algum resquício de motivo de admiração pela Rússia, hoje ele jaz no fundo do mar de Barents, afogado ao lado de 118 homens que morreram inutilmente.
Putin sempre deu mostras de querer ressuscitar a guerra fria, mesmo com a Rússia falida em todos os sentidos. Se Yeltsin era bêbado e falastrão, Putin se mostra um pavão inconsequente.
E quem paga, são os russos... Até com a vida!...
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