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Definitivamente, somos o país do amor bandido.
Crimes passionais, cometidos por homens feridos em seu orgulho, parecem ser marca registrada do Brasil. São vários os casos famosos... Só para lembrar, a gente pode falar em Doca Street e em Lindomar Castilho...
Será que é o mito do machão, que provoca isso???
E as jornalistas parecem estar entre as vítimas preferidas. Agora foi a vez de Sonia Gomide, do Estadão.
Quem é que nunca parou para ler uma reportagem feita por ela???
E quem é que poderia esperar que sua vida terminasse na ponta de duas balas???
Pois é... Fico aqui, tentando encontrar justificativa para tamanha barbaridade. Crime isolado, que chama a atenção por envolver dois jornalistas de um dos mais importantes órgãos de imprensa do país? Talvez...
Talvez se ele envolvesse pessoas anônimas, não tivesse tanto destaque. Mas tem. E aí?
O que o justifica? O que pode ser considerado motivo forte o suficiente para tirar a vida de alguém???
Fico aqui, matutando... Existem, sim, situações em que a gente se sente capaz de matar. Para defender a si mesmo, para defender uma criança, um amigo, um parente... Mas matar porque o amor acabou????
Não consigo entender... Então não era amor... Era obsessão, dependência... Era posse. Era qualquer outra coisa, menos amor. "Quem ama não mata"?
Eu acredito que não... Mas a vida insiste em me dizer que sim...
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