Posso não concordar com muitas coisas, em relação a Israel.

Mas admiro profundamente a reverência dos israelenses para com seus compatriotas. Os judeus, milenares sobre a face do nosso planetinha de todos os deuses, conservam um sentido de união poucas vezes visto.

Pode até ser um conceito distorcido aos nossos olhos, mas é, ainda assim, admirável.

Perseguidos, desrespeitados, apontados como pomo da discórdia e justificativa para incontáveis ações condenáveis, eles persistem e resistem.

Mesmo com as atrocidades de que foram vítimas, sobreviveram.

Talvez não dêem a outros povos as mesmas chances que um dia tiveram, mas escudam-se nas perseguições sofridas.

Uma coisa justifica a outra?

Claro que não!

Mas é admirável a reverência para com seus semelhantes, seus irmãos de nacionalidade e de "raça".

Hoje, por exemplo, Israel pára, em homenagem aos seis milhões de judeus (homens, mulheres, velhos, crianças...) assassinados nos campos de concentração e nos guetos criados pelos nazistas.

São dois minutos de silêncio, em que o país pára para reverenciar aqueles que morreram durante a II Guerra Mundial.

Tem sido assim há 50 anos... Meio século relembrando o martírio de um povo injustamente acusado como responsável pelos males do mundo...

Na primeira metade do século XX, havia um monstro, com a mente distorcida, que atendia pelo nome de Adolf Hitler.

Na segunda metade do século XX e na primeira metade do século XXI, muitos outros monstros nasceram e se engalfinham por aí...

Será que apenas os judeus são perseguidos no planeta?

Será que apenas eles sofrem atrocidades?

A resposta para ambas as perguntas é não.

Darfur está aí para provar. E outros tantos lugares... Temos Kosovo...

Temos o Rio de Janeiro e suas balas perdidas...

Hoje, não há "privilégio" no terreno da perseguição.

Brancos, negros, judeus, palestinos, muçulmanos, homossexuais.

Há de tudo um pouco no universo das vítimas permanentes da desumanidade do bicho homem.

Mas em Israel o respeito aos mártires continua...