Ok! Admito!

Enganei-me redondamente...

Eu, que pensei que o collorido estava morto e sepultado politicamente, tive engolir sua eleição para o Senado. Até aí, a decepção era suportável. Afinal, cada Estado tem o Senador que merece, não é mesmo?

Daí a ter de suportar a idéia de que elle é um ferrenho ambientalista, um defensor do verde e da vida em todas as suas formas, é um pouco demais, certo?

Pois é isso o que elle tenta fazer...

Virou notícia da BBC Brasil!

"BRASÍLIA - De volta a Brasília eleito senador por Alagoas (eleito pelo PRTB e agora no PTB, da base de apoio ao governo), o ex-presidente Fernando Collor de Mello encontrou nos assuntos de meio ambiente uma maneira de se 'reinventar' neste seu retorno à política.

"Das sete comissões das quais participa, três estão ligadas ao meio ambiente. Collor é membro da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado, presidente da Subcomissão Permanente de Acompanhamento do Regime Internacional sobre Mudanças Climáticas também do Senado e vice-presidente da Comissão Mista Especial sobre Mudanças Climáticas.

"Em conversa com correspondentes estrangeiros, Collor conta que seu interesse pelo assunto vem de família, do respeito à natureza ensinado pelo pai desde quando era criança, no Rio.

“'Quando eu cheguei no Senado pensei: o que vou fazer, vou me dedicar a quê', conta. Ele disse que escolheu o meio ambiente e a reforma política como os seus assuntos principais, pensando na importância desses temas.

"No âmbito da reforma política, ele vai propor na próxima semana um projeto de emenda constitucional instituindo no país o parlamentarismo.

"Na área de meio ambiente, é autor de um requerimento para que o governo proponha a realização de uma conferência sobre o clima, em 2012, o Rio + 20, e de que o país seja a sede de uma agência da ONU dedicada ao meio ambiente, em substituição ao atual programa, sediado em Nairóbi, no Quênia.

"Ele diz que tem 'uma pontinha de esperança' de que a proposta da conferência seja levada adiante pelo Executivo a partir da promessa do presidente Lula de que trataria do assunto na reunião do G-8, da qual vai participar, em junho, na Alemanha.

“'Mas não estou muito animado que estas propostas vão acontecer', diz Collor, que reclama de falta de empenho do governo federal nas questões relativas ao meio ambiente.

"Collor diz que sua atuação na presidência, entre 1990 e 1992, o credencia para defender o assunto. 'No meu governo o desmatamento da Amazônia foi praticamente a zero, de acordo com o Inpe, que faz a medição', afirma.

"Collor elogia a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, mas diz que ela não tem o apoio necessário do presidente." (BBC Brasil)

Tinha mais informações, na matéria, mas eu resolvi descartar.

Não vou discutir o mérito das denúncias de Fidel Castro ou as canastrices políticas de Hugo Chaves, ainda mais quando penso no Collor!

Seria dose insuportável para qualquer simples mortal, com eu.

Então parei por aqui... Afinal, se nossa preocupação com o meio-ambiente se traduz na figura de um ex-presidente eternamente sob a suspeita de ter-se beneficiado com o desvio de milhões de reais dos cofres públicos, qual será o nosso fim?

Posso responder uma coisa!

Qual, exatamente, será o fim que nos aguarda, nestas condições, eu não sei. Mas há de ser triste...