Bom... Ainda não é primeiro de maio, mas como Ímola chegou uma semana antes, todo mundo pára para lembrar de Senna.

Confesso que continuo gostando das corridas de Fórmula 1, só que hoje assisto só para ver o que o Alemão vai fazer.

Afinal, os Barrichellos que me perdoem, mas Rubinho não dá nem pro cheiro!

Saudades de Senna... Saudades até de Piquet - e digo até porque ele sempre me pareceu antipático, o que não era suficiente para deixar de reconhecer o seu talento nas pistas.

Mas Senna fazia mais o meu gênero. Era meio maluco, meio alucinado, mas extremamente talentoso e arrojado. Quase inconseqüente.

Eu gostava daquele jeito entre maroto e temerário.

Continuo gostando.

Ainda me emociono ao rever as cenas, as ultrapassagens, a chuva como coadjuvante.

E hoje a coisa voltou.

Afinal, reviveram muitas coisas, em nome de uma saudade que deve ser, realmente, mundial.

A Fórmula 1, hoje, está muito fria.

Os nórdicos e seus assemelhados são frios. E trouxeram isso para o esporte onde a perícia deveria ser a alma da competição.

A latinidade de Senna fazia a coisa ferver. Até um francês de fleuma britância, como Prost, era capaz de tremer - de raiva, que fosse!

Falta esse sangue quente a Rubinho.

Falta esse sangue quente a Schumacker.

Falta esse sangue quente à Fórmula 1.

E que falta faz esse tal de Senna!!!