- Coluna da Sal - Discurso perigoso






Ok!

Eu confesso: 'tou de saco cheio de tanta negligência, de tanta prepotência, de tanta inconseqüência...

Se ligo a TV, lá vem o noticiário com as mais estapafúrdias novidades. E as mais sangrentas.

Se ligo o rádio, a coisa se repete.

Se abro o jornal, as letras escorrem das páginas, noticiando novos banhos de sangue.

O que foi feito da vida, da esperança e da diplomacia???

O que foi feito da segurança de cada um, dos direitos de cada um e de cada povo???

Meus dois neurônios neuróticos entram em parafuso, cada um correndo para um lado, mas definitivamente atados pela indignação.

Ficam tal como aqueles burricos da velha estória que, atados um ao outro e diante de dois montes de feno diferentes, insistiam em ir cada um para um monte diferente, morrendo os dois de fome.

Olho para dentro de casa (e entendamos, aqui, olhar para o Brasil), e vejo a prepotência e a inconseqüência de um menino mimado que resolveu brincar de ser secretário de segurança pública na cidade mais corroída pelo crime organizado.

Tão prepotente e inconseqüente que tripudia sobre a oferta perigosa da ajuda federal, que fala até em colocar as Forças Armadas na rua, para combater os narcotraficantes.

Olhar para fora (e entendamos, aqui, olhar para o mundo) e vejo um cowboy ensandecido recusando-se a admitir seus erros e confessar seus interesses pessoais, insistindo numa ocupação ilegal e desastrosa, que leva um país inteiro ao caos e instala a guerra civil.

Que tempos são esses?

Que guerras são essas?

Que "líderes" são esses?

Que futuro será que nos aguarda???

Ai, meus neurônios...

Ai, que desilusão...