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Quem puder, que me conteste: as coisas andam completamente tumultuadas pelos lados do Planalto Central.
Saintily Lulinha Paz e Amor tem de botar a mão na massa e puxar as rédeas, porque o galope está desenfreado e o brejo está logo ali na frente...
Veja só em que pé as coisas chegaram:
"RAYMUNDO COSTA
da Folha de S.Paulo, em Brasília
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva barrou uma tentativa do ministro José Dirceu (Casa Civil) de voltar ao centro das operações politicas com o Congresso. Dirceu participaria ontem de um café da manhã entre as cúpulas do PT e do PMDB, mas teve de mudar de planos por determinação de Lula.
"Em seu lugar, assumiu de fato o ministro Aldo Rebelo (Coordenação Política), que desde a reforma ministerial de janeiro é de direito o negociador político do governo com o Congresso. Aldo disse que o presidente determinara que ele assumisse a função em sua 'plenitude'. As negociações eleitorais do PT com os partidos, informou Aldo aos convidados ao café da manhã, será centralizada no presidente do partido, José Genoino (SP). Disse ainda que pretende exercitar a função com a ajuda de outros ministros, cujos nomes ainda não definiu.
"A determinação de Lula para Dirceu não participar mais de reuniões políticas não é nova. Semana passada, em jantar na casa do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), Aldo Rebelo transmitiu a informação, quase com as mesmas palavras. Ao seu lado, Dirceu confirmou.
"Apesar da criação do ministério de Aldo, o chefe da Casa Civil nunca deixou de operar politicamente com o Congresso. Retraiu-se com o caso Waldomiro Diniz, mas desde a divulgação das fitas que comprometeriam a investigação de procuradores do episódio com o ex-assessor, ensaiava um retorno ao centro da articulação.
"Na quarta-feira, por exemplo, Dirceu, ajudado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e pelo líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), implodiu uma articulação da bancada petista para convocar procuradores para depor em uma comissão daquela Casa.
"Ao mesmo tempo, era acertado o café na casa de Sarney. Participariam também, além de Dirceu, Calheiros, Sarney, Aldo, Mercadante e Genoino, o presidente do PMDB, Michel Temer (SP), os líderes na Câmara Arlindo Chignalia (PT-SP) e José Borba (PMDB-PA), e os ministros Amir Lando (Previdência) e Eunício Oliveira (Comunicações).
"Eunício não foi por estar doente. Dirceu telefonou na noite de quarta-feira para Renan a fim de avisar que não iria. Disse que o presidente pedira para ele se concentrar nas ações administrativas e evitar reuniões políticas. Desde a semana passada, Dirceu está encarregado de cobrar ação de ministérios que têm algum dinheiro, mas ainda não mostraram resultados. Na relação estão os ministérios do Desenvolvimento Agrário, da Saúde e das Cidades. Todos prometem o lançamento de programas nos próximos dias.
"Relação - Dirceu foi um dos fiadores da aliança PMDB-PT e o principal interlocutor do partido com o governo. Sarney, por exemplo, trata freqüentemente com ele. Raramente vê Lula. Os governistas asseguraram que a relação com o PMDB é 'fundamental' e será mantida. 'Governo e PT reconhecem o papel importante, leal e de participação crescente do PMDB', afirmou mais tarde Mercadante. 'São parceiros de um governo de coalizão política e não agregados', disse Genoino.
"No café, Temer aproveitara a deixa para dizer que o PMDB queria participar de 'um governo de coalizão e não de um governo de adesão' Sarney reclamou da falta de unidade do PT, da morosidade da máquina, que protela o atendimento dos pedidos dos congressistas, e pediu 'mais prestígio' para os líderes partidários.
"Ficou acertado um encontro do PT com Lula, talvez já na próxima semana, data inicialmente sugerida pelo presidente. Os peemedebista pretendem entregar a Lula um documento intitulado 'Pacto para o Desenvolvimento'. (Folha online)
Eu, hein, Rosa?!?!
No meio do tiroteio, o Zé Dirceu quer voltar?
Voltar para onde?
De onde nunca saiu?
Só no Brasil...
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