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O movimento gay está exultante. Afinal, não ninguém esperava que isso acontecesse um dia... Muito menos tão cedo! Veja só a notícia que a Agência Estado divulgou:
"A maior congregação judaica dos Estados Unidos, a Conferência Central de Rabinos Americanos (CCAB, por sua sigla em inglês), deu a sua aprovação oficial ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, rompendo assim com uma tradição bíblica milenar. A CCAB, braço do movimento judaico reformado, considerada a mais liberal das três congregações norte-americanas - as outras são a conservadora e a ortodoxa -, declarou que a ‘união entre duas mulheres ou dois homens judeus é digna de ser reconhecida em rito religioso’."
Pois é... Agora a coisa pega! Em todo o planeta, o que se discute é até que ponto uma religião pode impedir a união de duas pessoas - não importando o sexo delas.
É a velha história do controle total e absoluto sobre a vida e a consciência das pessoas... Se é que você me entende! Afinal, estou tentando ordenar minhas idéias, enquanto Teco continua alvoroçado com a descoberta do fóssil do Tecodonte. Mas isso é outra história...
Estava aqui pensando em como as religiões conseguem controlar os seres humanos. Será que somos todos passíveis de tutela? Será que questionar a fé é sinal de incredulidade ou de heresia?
Dogmas existem simplesmente por existirem, na concepção dos mais fanáticos. No entanto, a religião abençoa uniões nefastas, onde um lado acaba agredido, vilependiado, ofendido, humilhado e até assassinado... Essas uniões, no entanto, continuam santificadas pelo casamento religioso... Por que, então, não poderia haver o reconhecimento, através da fé, do sentimento que une pessoas do mesmo sexo??? O que será que há de errado nisso??
Esta manifestação de um ramo judaico, ainda mais no maior país do planeta, dá um passo decisivo para que se reveja tais conceitos, você não acha? E os argumentos apresentados são dos melhores! Veja só a continuação da notícia:
"Até hoje, apenas duas denominações cristãs - a igreja Unitria e a United Church of Christ - permitiam a celebração de casamentos religiosos entre homossexuais. A decisão tomada pelo movimento judeu, que abarca cerca de 1,5 milhão de pessoas nos EUA, impulsiona um debate em curso em muitos grupos religiosos para que a união entre gays seja reconhecida. ‘Ser heterossexual não é uma honra e ser homossexual não é um pecado’, disse o vice-presidente da CCAB, Paul Menitoff. ‘Somos o que somos’."
Argumentação perfeita, você não acha?
Será que a opção sexual pode diminuir a "qualidade" da fé de alguém?
Da mesma forma: será que o celibato sustenta a fé de alguém?
Sei não... Eu, pessoalmente, acho que tem muita coisa exagerada por aí, que precisa ser revista, em nome do livre arbítrio e em nome do surgimento da verdadeira fé - aquela que não escolhe sexo, idade, cor, posição social, profissão ou o que quer que seja, que sirva como diferencial social. Para mim, a fé fala mais alto - seja ela qual for. E ela independe da opção sexual. Posso até estar errada...
Se essa minha posição é uma ofensa para você, peço até perdão antecipado... Mas gostaria que você me respondesse uma pergunta (e você tem todo o fim de semana para pensar, certo?):
Sua fé depende de quem você leva para a sua cama?????
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